O Museu da Justiça inaugura a primeira fase de sua revitalização com novas salas de exposição permanente, com linguagem moderna, digital e interativa, além de exposições temporárias sobre a o imperador Pedro II e a Constituição de 1824.

A partir do dia 10 de julho, moradores e visitantes do Rio de Janeiro estão convidados a conhecer os novos espaços e as exposições temporárias do Museu da Justiça, localizado ao lado da Praça XV.
Buscando aproximar a sociedade do seu universo e fortalecer a formação cidadã, o Museu da Justiça inaugura duas exposições permanentes que apostam na imersão e na interatividade para abordar as origens das leis e dos princípios da justiça e sobre a história do direito e da justiça no Brasil.
Nessas exposições, visitantes podem navegar de forma interativa por conteúdo que aborda as primeiras leis escritas no mundo e os principais códigos das tradições jurídicas trazidas ao Brasil a partir da colonização do território.
Voltando-se para o Brasil, as salas também oferecem uma cronologia com elementos que destacam as nossas Constituições e casos judiciais marcantes. Entre os personagens envolvidos nos casos estão o advogado Luiz Gama, o líder Guarani e ambientalista Marçal Tupã-y e a presa política Inês Etienne Romeu.
Já as exposições temporárias, em cartaz até 11 de setembro, abordam dois bicentenários que marcaram o início e fim do Império no Brasil: o da Constituição de 1824, uma mostra pequena com objetos históricos e uma vídeo-animação didática; e o do nascimento de Pedro II (1825-1891), como a mostra principal.
Com curadoria de Paulo Knauss e Marcia Mello, a exposição A partilha de Pedro II aborda a memória e o legado do ex-imperador reunindo mais de 100 obras de acervos como o IHGB, o Museu Imperial, o Museu Histórico Nacional, Museu Histórico da Cidade, Museu de Arte do Rio, Biblioteca Nacional, entre outros.
Provocada pelo inventário esvaziado de Pedro II, que pertence ao acervo do Museu, a mostra percorre seus anos finais de vida, partindo da expulsão da família real do Brasil pelo novo governo republicano em 1889 e, seguindo o rastro de seus bens e coleções, de seus registros escritos e de diálogos contemporâneos tanto àquela época, quanto a nós, hoje.

Para uma abordagem atual sobre o tema, integram a mostra, artistas contemporâneos como Claudia Jaguaribe, Daniel Lannes, Érica Magalhães, Hal Wildson, Marcel Diogo, Sergio Allevato, Rosana Mendes, Silvana Paulino e Yhuri Cruz.
O projeto foi viabilizado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro sob a liderança do Desembargador Ricardo Couto e coordenação da Desembargadora Renata França e o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, além de parceiros do setor cultural.
Serviço
MUSEU DA JUSTIÇA
Rua Dom Manuel 29, Centro, Rio de Janeiro
Segunda à sexta das 11h às 17h
Exposições permanentes
Origens do Direito e princípios da Justiça
História do Direito e da Justiça no Brasil
Exposições temporárias | até 11 de setembro de 2025
A partilha do Imperador Pedro II
200 anos da Constituição de 1824
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