O Leblon ganhou, na noite desta quinta-feira (19/02), um novo ponto de encontro do circuito artístico carioca. A inauguração da sede física da Blombô reuniu colecionadores, curadores, arquitetos e nomes conhecidos do mercado para celebrar a abertura da exposição Aos Quatro Ventos, dedicada a Roberto Burle Marx (1909–1994).
À frente da casa, Lizandra Alvim recebeu os convidados com entusiasmo visível. Depois de consolidar a marca no ambiente digital, a empresária agora aposta no espaço físico como plataforma de experiência e convivência — movimento que acompanha a retomada do interesse por eventos presenciais no mercado de arte.

O destaque absoluto da noite foi o conjunto de 138 gravuras provenientes do espólio de Burle Marx. Guardadas por 21 anos em mapoteca de um colecionador paulista, as obras impressionam pela integridade e pela potência visual.
O núcleo reúne mais de dois terços da produção gráfica catalogada do artista, oferecendo um panorama consistente de sua pesquisa formal, onde botânica, abstração e ritmo dialogam com vigor.
Entre taças de espumante e conversas animadas, um dado circulava com força: todas as obras já receberam lances, mesmo com o leilão marcado apenas para o dia 26 de fevereiro. Conduzido por Daniel Rebouço, diretor comercial e leiloeiro da casa, o pregão já nasce aquecido — sinal de que o mercado segue atento a núcleos relevantes e bem apresentados.
Criada em 2017 como marketplace digital, a Blombô — nome inspirado na Caverna de Blombos, na África do Sul, onde foram encontradas algumas das mais antigas manifestações artísticas da humanidade — consolida-se como uma das principais plataformas de leilões on-line do país e agora finca bandeira no Leblon.
Se depender do burburinho da noite inaugural, a temporada promete. O Rio ganha não apenas um novo endereço, mas um novo capítulo na circulação da arte moderna brasileira.
Fotos Miguel Sá




Blombô inaugurou ontem 19/02 sede no Rio com exposição de gravuras de Burle Marx seguida de leilão on-line
