O prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, e o diretor do Museu da Inconfidência, Alex Calheiros, serão os anfitriões, no dia 14 de agosto, do lançamento, na cidade histórica de Minas Gerais, do documentário Terra Revolta-João Pinheiro Neto e a Reforma Agrária, produzido por Henrique Pinheiro ( filho de João Pinheiro Neto) e dirigido por Bárbara Goulart ( neta de Maria Tereza Goulart e de João Goulart) e Caio Bortolotti.
O filme será exibido às 18h, na Sala Joaquim Pedro de Andrade, inaugurada recentemente, no Festival de Cinema de Ouro Preto, e que fica no anexo do Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes. Professor da Universidade de Brasília, com doutorado em Filosofia pela USP, Alex Calheiros diz que o nome da Sala de Cinema é homenagem ao cineasta que filmou sobre a Inconfidência Mineira.
O nome da Sala é uma homenagem a Joaquim Pedro de Andrade, grande diretor de Macunaíma ( 1969) e de Os Inconfidentes ( 1972). O filme Os Inconfidentes está na lista de um dos melhores filmes brasileiros. A sala de cinema é frequentada por estudantes, professores e apreciadores do cinema. Depoimentos das exibições, sempre há debates com a participação do público “.
Mineiro de Belo Horizonte, escritor, jornalista, advogado, curador de arte e político, Ângelo Oswaldo já está em seu quinto mandato, como prefeito de Ouro Preto. Ele já ocupou cargos como secretário de Cultura de Belo Horizonte, Minas Gerais, foi ministro interino da Cultura, entre 1986 e 1987, e conhece a história de Minas como ninguém. “- Conheci João Pinheiro Neto e nossas famílias eram amigas . Também fui amigo de Joaquim Pedro de Andrade ( 1932-1988), filho de Rodrigo Melo Franco”- contou Ângelo Oswaldo.
Henrique Pinheiro ficou feliz com a possibilidade de o filme sobre seu pai e a Reforma Agrária ser levado para Ouro Preto. “Meu pai frequentou muito a cidade histórica e adorava falar sobre a Inconfidência Mineira.



No longa-metragem, alguns entrevistados lembram da amizade de João Pinheiro Neto com o ex-presidente mineiro, Juscelino Kubitschek ( além da amizade com Jango), do parentesco com de Israel Pinheiro, que era tio de papai e foi quem o apresentou a Juscelino Kubitschek, com quem ele trabalhou, como secretário particular e assessor especial, de 1951 a 1960.