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*EM CENA* Teatro Copacabana Palace – a entrada na plateia (totalmente reformada) traz à memória grandes espetáculos que assistimos naquele palco. Dessa vez, temos um monólogo com a atriz Danielle Winits, que vinha se destacando em cena, ultimamente, por atuações em musicais. Danielle se joga na experiência de levar à cena um texto denso, psicológico, e enfrentar a direção do lendário Gerald Thomas, que já desconstruiu atrizes com Fernandinha Torres e a própria Fernandona, sua mãe.

*CHOQUE*! _*Procurando Sinais de Vida Inteligente*_ convida a plateia do Copa e a atriz à busca do “nó na garganta”, do sentido da Arte na vida. Nesse ponto, Danielle cumpre seu objetivo. Conduz, através do texto e da direção, o público a separar o lixo – que toma conta do cenário – do luxo da Arte, com a interferência cenográfica de obras de Andy Warhol, como sua famosa representação das latas da sopa de tomate Campbell – um ícone da Pop Art – que transforma um item de consumo em massa em arte.

O espetáculo reflete a inquietação e a busca da atriz em sair do conforto do sucesso artístico, já alcançado na sua carreira, e procurar sinais de vida inteligente, enfrentando um espetáculo, que pretende ser ARTE. Vale a pena assistir *Choque* no Teatro do icônico Copacabana Palace.

Teresa Mascarenhas ⭐⭐⭐⭐

Danielle Winits Foto Robert Schwenk

O purgatório de Danielle Winits e o nó na garganta
Ontem,17/10 no Teatro Copacabana Palace, mergulhei em Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente — monólogo com Danielle Winits, sob a direção do sempre inquieto Gerald Thomas. esse teatro me traz doces lembranças e as peças de Gerald Thomas sempre um ingresso certo para uma entrega á catarse sensorial. 
A queridinha da televisão, agora à beira do absurdo e da realidade, se entrega a um purgatório cênico. Um “lixo cultural”, uma “sopa e a arte”, como se a Frances Farmer da TV do século XXI buscasse a transcendência num palco intenso. Um encontro da pop-art com o público no texto da americana Jane Wagner, escrito em 1985. 
O mundo de Thomas é reconhecível: cenário e figurino vindos do seu próprio planeta, trilha sonora precisa, quase cirúrgica, abrindo espaço para a catarse. Winits luta pelo auge da performance, pela total entrega — mas antes de mergulhar na loucura, testa a temperatura da água.
O diretor limita os espaços da atriz, que tenta escapar para a plateia, agarra um fã e o puxa para o seu mundo — apenas para logo descartá-lo. Sua busca pela arte a consome. Tenta fugir, se esconder no figurino, mas nada funciona. Resta encarar a solidão. A solidão dos grandes artistas.
Enfrentar o choque, o nó na garganta — que, ironicamente, acaba sendo o sinal de que ainda há vida inteligente no Copacabana Palace.
**** 4 estrelas 

José Ronaldo Müller

Eu amei esse espetáculo 
Acho forte, potente e a Dani está fenomenal 
Foge a tudo o que ela já fez como atriz 
Eu amo a parte plástica também.
Há muito tempo não se vê uma montagem com tanto apuro estético 
O final então é belíssimo 
5 estrelas ******
Eu amo uma comédia existencialista 
♥️
Diogo Bastos
CENA
Danielle Winits

 

Ficha técnica   *CHOQUE*! _Procurando Sinais de Vida Inteligente_

Atriz: Danielle Winits

Direção: Gerald Thomas

Tradução: Alexandre Tenório

Iluminação: Wagner Pinto

Figurinos: João Pimenta

Cenografia: Fernando Passetti

Pintura em tela: Rinaldo Escudeiro

Trilha sonora: Gerald Thomas

Sonoplastia: Marcelo Alonso Neves

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Design gráfico: Bárbara Lana

Visagismo: Leila Turgante

Fotos de cena: Dalton Valério

Fotos de Danielle Winits em estúdio: Robert Schwenk

Marketing digital: Cultura Lab e Rica Conteúdo Audiovisual

Assistente de direção: Osni Silva

Elenco de apoio: Anita Mafra, Jovi Silva, Vinícius Duarte.

Coach de interpretação: Gutemberg Rocha e Amanda Brum

Operador de luz: Renato Lima

Operador de som: Gabriel Karim

Cenotécnicos: Denis Nascimento e André Sales

Diretor de palco: Leandro Brander

Contra-regras: Vinícius Duarte e Jovi Silva

Camareira: Lígia Soares da Silva

Diretor Geral de Produção: Luciano Borges

Direção de produção: Nilza Guimarães e Diogo Bastos

Coordenador financeiro: Edson Fieschi

Assistente de produção: Vitor Grimoni

Realização: Borges & Fieschi Produções e Winits Produções

Temporada: 2 de outubro até 2 de novembro de 2025

Dias e horários: Quintas, sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 17h.

Teatro Copacabana Palace – Av. Nossa Sra. de Copacabana, 261, Copacabana, Rio de Janeiro. Ingressos: Plateia frente – R$ 210,00 (inteira) e R$ 105,00 (meia); Plateia meio – R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia); Balcão – R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia).

Vendas: Online pelo site ou app da Sympla e na bilheteria do teatro durante a temporada, todos os dias de espetáculo 2h antes. Acessibilidade: Teatro com espaço acessível para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Duração: 70 minutos Classificação: 12 anos