No final de semana em que Vinicius de Moraes completaria 112 anos, o Rio de Janeiro recebe uma grande homenagem a um de seus filhos mais ilustres. A exposição Vinicius de Moraes – por toda a minha vida será aberta ao público no dia 18 de outubro (sábado), no Museu de Arte do Rio (MAR), e ficará em cartaz até 3 de fevereiro de 2026 (terça-feira).
Com curadoria de Eucanaã Ferraz e Helena Severo, a mostra reúne mais de 300 itens entre manuscritos, fotografias históricas, vídeos, livros raros, capas de discos, objetos e documentos pessoais, instrumentos musicais, esculturas e obras de arte de artistas amigos de Vinicius.
Após passar pelo Farol Santander São Paulo e Farol Santander Porto Alegre, a exposição chega ao Rio de Janeiro em um novo projeto expográfico, com acervo ampliado e peças exclusivas, oferecendo ao público um retrato ainda mais abrangente de um dos maiores poetas e compositores brasileiros.
A mostra traz ainda obras inéditas, como gravuras e desenhos de Lasar Segall, Guignard, Di Cavalcanti, Carlos Leão, Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Dorival Caymmi. Entre os destaques, está o quadro “Retrato de Vinicius de Moraes” (1938), de Candido Portinari, produzido em óleo sobre tela e apresentado pela primeira vez no Rio de Janeiro.
As artes plásticas e visuais têm papel fundamental na mostra, reafirmando a convivência de Vinicius com grandes nomes de sua geração. Estão reunidas obras de Portinari, Guignard, Pancetti, Santa Rosa, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Carybé e Carlos Scliar, artistas que foram amigos próximos do poeta e com quem ele manteve trocas intelectuais e afetivas ao longo da vida.
O visitante também poderá ver manuscritos de canções como “Chega de saudade” e “Garota de Ipanema”, exemplares raros de livros e publicações, o pequeno jornal O Mexerico (criado por Vinicius aos oito anos de idade) e o conto “O Corvo”, escrito na adolescência. Documentos, poemas e fonogramas originais completam o percurso, que combina memória, música, literatura e artes visuais para recriar o universo de um artista que fundiu o erudito e o popular em uma mesma linguagem.
Fotos Cristina Granato




