Ontem, 20/01, fui convidado para assistir ao show do Frejat. Larguei Trump, Banco Master, Lula e BBB, me joguei num táxi e saltei no Teatro Casa Grande.
Entrei pelo backstage e, quando me dei conta, estava sentado ao lado da rainha mãe do rock Lucinha Araújo.
Nos primeiros acordes pensei: eu poderia estar no Canecão.
Não pensei mais nada. Fiquei eletrizado por pelo menos uma hora. Sem trégua.
Que showzaço.
Que repertório.
Vieram “Blues da Piedade”, um verdadeiro ofertório de Cazuza ao blues nacional. “Escândalo”, de Angela Ro Ro. “Pra Aquietar”, de Luiz Melodia. “Me Dê Motivo”, de Tim Maia. “Você Me Acende”, de Erasmo Carlos, mais “Cartão Postal”, de Rita Lee.
Uma atrás da outra, todas desfilando magníficas por um repertório reto, preciso, sem gordura — sob o comando absoluto do líder Frejat.
Um show de blues nacional com direito aos papas, aos pastores, aos pais de santos, rabinos todos os envolvidos na religião rock, blues nacionais. Só ídolos sagrados.
Frejat está no auge da carreira.
Que voz.
Que banda espetacular.
A vibe foi sensacional. Desliguei a mente por alguns minutos do show — foi difícil. Quando voltei, bateu aquela onda na cabeça que só um grande band leader sabe provocar.
Sensacional. Imperdível.
Corra atrás do seu ingresso.
Compre do cambista.
Peça aos seus contatinhos.
Escreva bilhetinhos.
Mas não deixe de assistir ao Frejat no Teatro Casa Grande. Tudo a ver o show ser ali. Captei a mensagem, meu caro mestre Frejat. Um começo triunfal de janeiro de 2026.
Depois do show, quem é sobrevivente brabo acende o cigarro, toma seu uísque.
Já o sobrevivente covarde — como eu — volta para casa com Trump, Banco Master, Lula e BBB. Isso é questão de posse, valeu Frejat.
“FREJAT EM BLUES” da série sobreviventes do rock nacional 2026
Fotos Cristina Granato












