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Galeria de Arte IBEU recebe a 49ª edição da coletiva Novíssimos. Treze artistas nacionais se reúnem no salão de arte mais antigo do Rio em atividade contínua

No coração do Jardim Botânico, a Galeria de Arte IBEU reafirma seu papel como um dos principais termômetros da arte emergente no Rio de Janeiro. A partir do dia 12 de março, o espaço abre as portas para a 49ª edição da Novíssimos, a exposição coletiva mais tradicional do país dedicada a novos talentos. A seleção dos participantes deste ano foi resultado de um concorrido edital, ocorrido em novembro de 2025, que recebeu 115 inscrições.

Pela primeira vez sob curadoria de Bruno Miguel, a mostra reúne 13 nomes que mapeiam diferentes trajetórias. O panorama abrange desde a presença da artista Makh Hanamakh — nascida em Tóquio e radicada no Rio — até a força da produção fluminense com Beth Rocha, Bruna Manarelli, Carolina Amorim, Claudia Castro Barbosa, Patrícia Peixoto, Fogo e Ian Raposo. A seleção se completa com o olhar de Eduardo Baltazar (Niterói), Marcelo Rezende (São Gonçalo), Renan Henrique Carvalho (Espírito Santo), a recifense Ana Leal e o paulista João Buson.

“Tenho a certeza de que muitas carreiras ainda terão esse “novo velho” salão como etapa importante dos seus desenvolvimentos artísticos. Assim como foi para mim e para tantos outros”, comenta Bruno Miguel.

Um certo clima de flashback paira sobre a 49ª edição da mostra Novíssimos, na Galeria de Artes IBEU. O artista Bruno Miguel, que hoje assina a curadoria do salão, já esteve exatamente do outro lado da história.

Em 2005, ele foi um dos jovens talentos revelados pelo próprio Novíssimos — uma das primeiras exposições de sua carreira. Agora, duas décadas depois, volta ao salão em posição diferente: conduzindo a nova geração.

Sob sua curadoria, 13 artistas foram selecionados para esta edição do salão, o mais antigo do gênero no Rio de Janeiro. Mas o jogo não é simples: ao final da temporada, a comissão do IBEU escolhe apenas um entre eles para ganhar uma exposição individual na casa.

No circuito de arte da cidade, o Novíssimos continua sendo aquele velho ritual de passagem — onde muitos começam e alguns, com sorte e talento, decolam.

Gabriel Mendonça

Apresentando um diálogo entre múltiplas linguagens, a exposição inclui pintura, fotografia, desenho, objetos e instalações. Mais do que uma mostra, a Novíssimos funciona como um salão de premiação: ao final da temporada, um dos participantes será eleito pela Comissão de Seleção do IBEU para realizar uma mostra individual na galeria.

Um legado de fomento às artes
O vínculo do Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) com o universo das artes visuais começou em 1940, na antiga sede da Rua México, com uma mostra de águas-fortes de Carlos Oswald. Esse pioneirismo se expandiu em 1960, com a abertura Galeria de Arte IBEU, no bairro de Copacabana, espaço que recebeu nomes como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari e Iberê Camargo.

Eduardo Baltazar

Dois anos depois, em junho de 1962, a coletiva Novíssimos foi criada com a objetivo de revelar e incentivar novos valores da arte contemporânea. Desde então, a mostra passou a integrar de forma permanente a programação da instituição e do calendário artístico da cidade. Em 2017, ano em que o IBEU celebrou seus 80 anos, foi inaugurada a nova Galeria de Arte IBEU, no bairro do Jardim Botânico, este é o espaço que certamente ficará na memória dos participantes desta edição.

Beth Rocha

 

Ian Raposo

 

 IBEU
Claudia Castro Barbosa

Serviço:
Exposição: Novíssimos 2026
Curadoria: Bruno Miguel
Local: Galeria de Arte IBEU – Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico- Rio de Janeiro
Abertura: 12 de março de 2026
Visitação: até 08 de maio de 2026
Horários: Segunda a quinta, das 13h às 19h | Sexta, das 12h às 18h
Entrada: Gratuita
https://portal.ibeu.org.br/ibeu-cultural/