Clarisse Escorel reuniu mais de 300 pessoas na Livraria Travessa do Leblon, na noite da última terça-feira (dia 17), para o lançamento de O amor na sala escura, seu primeiro romance. Entre os convidados, nomes de diversos seguimentos culturais como o cineasta Zelito Viana, a escritora Maria Lucia Rangel, a roteirista e autora teatral Denise Crispun, o jornalista Pedro Bassan, a cantora Dora Vergueiro e a estilista Andrea Marques.

No livro, publicado pela Bazar do Tempo, a autora acompanha uma mulher que revisita o amor que marcou sua juventude: intenso, precoce e atravessado, desde o início, por desencontros. A história ganha novo fôlego a partir de um reencontro casual anos depois, quando um voo e um táxi compartilhados reabrem memórias, tensões e perguntas que nunca se resolveram.
-A escrita da Clarisse, a forma como ela conta a história é muito viva, muito cativante e fresca – afirmou Denise Crispun, convidada pela autora a fazer uma primeira leitura do romance.

Entre o Rio de Janeiro dos anos 1990 e a São Paulo do início dos anos 2000, a narrativa avança e recua no tempo, reconstruindo uma relação que não soube nem durar, nem desaparecer, e explorando as marcas que o primeiro amor e a rejeição deixam na vida adulta. Um enredo que encantou quem trabalha justamente com a arte de contar histórias.
-Deu vontade de ler o resto dessa narrativa vivida em dois tempos – disse Zelito Viana, que leu o primeiro capitulo do livro antes da sua publicação.

Este é o romance de estreia de Clarisse, que já havia publicado a coletânea de crônicas Depois da chuva (2023) e a plaquete Diamantes (2024). Filha do cineasta Eduardo Escorel e da escritora Ana Luisa Escorel, e neta do crítico Antonio Candido e da ensaísta Gilda de Mello e Souza, a autora cresceu entre livros e cinema, referências que aparecem com naturalidade em sua escrita.


-Acho que o fato de tanto ela quanto eu termos convivido com Antonio Candido e Gilda, cercadas de livros e de um intenso trabalho intelectual no cotidiano, fez com que a escrita sempre fosse muito valorizada – explicou Ana Luísa, orgulhosa da continuidade literária na família.
Crédito das fotos: Eny
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