A Galeria Patricia Costa apresenta, a partir de 22 de julho de 2026, Encontros Improváveis, exposição de Ricardo Stambowsky sob a curadoria de Vanda Klabin — nome consolidado no circuito das artes.
Há, no entanto, uma camada que escapa ao institucional. Curadora e artista são compadres e amigos de décadas, uma proximidade que se traduz em leitura afinada, escuta sensível e entendimento profundo do processo criativo em questão.
Stambowsky parte de um repertório pouco convencional para um artista visual. Jornalista, cerimonialista e decorador de interiores, Stambowsky chega à colagem trazendo consigo um repertório raro: o de quem aprendeu a organizar não apenas espaços, mas percepções. Seu trabalho carrega esse lastro — um senso de composição que não se improvisa.

O gesto é direto: recortar, recombinar, deslocar. Mas o resultado é sofisticado. Fragmentos dispersos ganham nova lógica, novas tensões, novas possibilidades de leitura.
Em um mundo saturado de imagens, sua obra não acumula — edita. E, ao editar, constrói sentido. No fim, o que emerge são encontros. Não previstos, não óbvios — mas inevitáveis.

“Ricardo Stambowsky tem um olhar eclético e plural, que encontra ressonâncias no seu modo de perceber e experimentar o mundo ao seu redor. Na sua inquietação criativa, surgiu um continente de trabalho: mergulhou em um novo universo ao explorar uma gama impressionante de imagens por meio do recorte e da colagem.
Criou um território repleto de ambiguidades, um interlúdio lírico fundamentado em fragmentos díspares que adquirem um fraseado particular pela fusão de seus elementos.
A colagem é uma apreensão da realidade que incorpora o que está ao alcance da mão, capturando imagens que nos circundam e transformando fragmentos heterogêneos, que perdem seus atributos e contexto original para se tornarem novas narrativas.
É um jogo lúdico de cores e formas, uma fusão plástica que provoca vertigem pelos deslocamentos perceptivos e dialoga com a arte pop. Sofisticados e intrigantes, são planos cromáticos em constante ebulição.”
Texto curatorial de Vanda Klabin
