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No dia em que Dorival Caymmi faria 112 anos, Alice Caymmi lança Caymmi — e não é reverência protocolar, é reinvenção com personalidade.

A cantora mergulha no cancioneiro do avô e emerge com uma sonoridade que cruza reggae, hip hop, salsa e batidas eletrônicas. Clássicos como Maracangalha e O Que É Que a Baiana Tem? ganham novas camadas sem perder a alma.

Mais que tributo, o disco é gesto de continuidade: Alice não olha para trás com nostalgia — ela puxa Caymmi para o agora, com frescor, atitude e assinatura própria.

Alice Caymmi

Quando Alice Caymmi nasceu, a obra de Dorival Caymmi já era maré cheia — cerca de 120 canções fincadas na história da música brasileira. Décadas depois, ela não se contenta em navegar: muda a corrente.

O primeiro sinal veio com Modinha para Gabriela, clássico eternizado na novela Gabriela, adaptação de Jorge Amado. Agora, o mergulho é completo com o álbum Caymmi, produzido por Iuri Rio Branco — acabamento refinado, som de agora, raiz intacta.

Alice Caymmy – Foto LuqDias

Alice não trata legado como peso morto. Transforma em motor. Ao assumir a obra do avô como extensão de si — e não como sombra —, encontra o próprio tempo. A perda de Nana Caymmi acende o gatilho: era hora de puxar essa herança para o presente.

Sem nostalgia, sem cerimônia: Alice chama para si a responsabilidade de manter Caymmi vivo — não em vitrine, mas em movimento.

TRACKLIST

1. O que é que a baiana tem?

2. Acalanto

3. Modinha para Gabriela

4. Canção da Partida (Suíte do Pescador)

5, Canto de Obá

6. Maracangalha

7. Dora

8. Dois de Fevereiro

9. Adeus

10. Eu não tenho onde morar

11. Morena do Mar

12. O Bem do Mar

Alice Caymmi lança álbum inédito “Caymmi” tributo ao seu avó Dorival Caymmi

Caymmi