• Post author:

Gentil Carioca São Paulo apresenta a individual “∞ ∞ (infinita infinito)”, da artista visual Maria Nepomuceno, abriu ontem 23/05 (sábado), às 14h, na Travessa Dona Paula, 108. Com texto crítico de Laura Lima, a exposição investiga formas orgânicas e relacionais de existência, em que corpo, matéria, cor e espaço se tornam sistemas vivos de conexão, transformação e continuidade.

Serão apresentadas cerca de dez obras inéditas, realizadas especialmente para a mostra, que marca a segunda exposição individual da artista na capital paulista.

Gentil
Maria Nepomuceno

 

Com apenas uma peça de chão — diferentemente do início de sua produção, quando essa lógica espacial se organizava de outra maneira —, os trabalhos agora ganham força para se erguer e ocupar majoritariamente as paredes, mesmo preservando um “corpo mole”, como a própria artista costuma definir. Como em um estudo sobre gravidade e expansão, as obras parecem transformar-se continuamente: uma matéria que se converte em outra, que abraça outra, que tensiona o espaço em direção a novos deslocamentos.

Maria Nepomuceno

 

As esculturas sugerem movimento, como se fossem dotadas de vida própria. A sensação de pulsação emerge das construções em espiral, das costuras, dos fluxos cromáticos e das tensões entre peso e suspensão. São formas que parecem expandir-se e contrair-se continuamente, como organismos e permanente mutação.

Maria Nepomuceno

 

No segundo piso da A Gentil Carioca, acontece a mostra “José Bento: Mão amiga”, realizada em colaboração com a Galeria Sardenberg, também localizada na Travessa Dona Paula, em Higienópolis. O artista José Bento apresenta um conjunto de esculturas inéditas que evocam utensílios domésticos, alimentação e escassez, estabelecendo um diálogo direto entre memória, matéria e sobrevivência.

José Bento

 

Maria Nepomuceno celebra a escultura na individual “∞ ∞ (infinita infinito)” na A Gentil Carioca São Paulo