Concerto da série Piano na Sala reúne sonatas de Mozart e Haydn e os Três Klavierstücke de Schubert

A Sala Cecília Meireles recebe, no dia 26 de julho de 2026 (domingo), às 11h, o pianista, compositor e musicólogo Ziad Kreidy em mais um concerto da série Piano na Sala. Reconhecido por sua atuação como intérprete e pesquisador, o músico franco-libanês apresenta um programa inteiramente dedicado ao repertório vienense, com obras de Wolfgang Amadeus Mozart, Joseph Haydn e Franz Schubert. A Temporada Artística da Sala Cecília Meireles 2026 é apresentada exclusivamente pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras e tem o patrocínio da State Grid Brazil Holding por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.
O recital se inicia com a Sonata para piano nº 12 em Fá maior, de Mozart, seguida pela Sonata em Sol maior, de Haydn, duas obras que revelam a elegância formal, o refinamento melódico e a inventividade que marcaram o classicismo. Na segunda parte, Ziad Kreidy interpreta os Três Klavierstücke D 946, última grande obra para piano solo de Schubert, composta nos meses finais de sua vida e considerada um dos pontos altos do repertório pianístico do século XIX.
Celebrado por interpretações de grande profundidade musical, Ziad Kreidy desenvolve uma pesquisa voltada às práticas históricas de execução e ao uso de pianos de época, trabalho que lhe rendeu reconhecimento internacional. Pianista, compositor e musicólogo, suas composições estabelecem pontes entre as tradições musicais do Oriente Médio e da Europa, enquanto sua atuação acadêmica inclui uma cátedra no Conservatoire à Rayonnement Régional de Versailles e atividades de ensino e pesquisa em instituições francesas.
O concerto oferece ao público a oportunidade de acompanhar um intérprete que alia rigor musicológico e sensibilidade artística, aproximando diferentes tradições de escuta e revelando novas perspectivas sobre obras centrais do repertório para piano.
No coração da Lapa, a Sala Cecília Meireles é uma das mais importantes salas de concerto do país e figura entre os espaços mais singulares do panorama musical brasileiro. Sem corpos artísticos permanentes, mantém uma programação aberta que reúne intérpretes brasileiros e convidados internacionais ao longo de toda a temporada. Esse perfil consolidou o espaço como uma vitrine da produção musical do país e motivou o mote que acompanha sua atuação recente: “A Sala do Brasil”.
Em 2026, o edifício histórico que abriga a Sala Cecília Meireles celebra 130 anos. Instalado em um prédio inaugurado no final do século XIX, no coração da Lapa, o espaço tornou-se ao longo das décadas um dos principais palcos da música de concerto no país. A efeméride soma-se a outro marco recente: em 2025, a Sala Cecília Meireles completou 30 anos de funcionamento em sua configuração atual, consolidando-se como um dos centros mais ativos de difusão da música de concerto no Brasil.
Programa:
Ziad Kreidy
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Piano Sonata N° 12 in F Major, K. 312 (1783)
- Allegro
- Adagio
III. Allegro assai
Joseph Haydn (1732 – 1808)
Piano Sonata in G Major, Hob. XVI: 40
- Allegretto innocente
- Presto
Franz Schubert (1797 – 1828)
3 Klavierstücke D 946
- Allegro assai
- Allegretto
III. Allegro
Sobre a Sala Cecília Meireles
A Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, é uma das casas de concerto mais tradicionais do Brasil e um dos principais espaços dedicados à música de concerto no país. Inaugurada em 1965, no coração da Lapa, consolidou-se como importante centro de difusão, formação de público e circulação da música de concerto, recebendo ao longo de sua trajetória intérpretes brasileiros e internacionais de destaque.
O espaço ocupa um edifício histórico do final do século XIX, originalmente construído como o Grande Hotel da Lapa, que posteriormente funcionou como o Cine Colonial antes de ser transformado em sala de concertos. A criação da Sala respondeu à demanda por um espaço dedicado à música de câmara no Rio de Janeiro, defendida pelo crítico musical Andrade Muricy.
O projeto foi viabilizado pelo então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e contou com a participação do maestro Henrique Morelenbaum, responsável por acompanhar as obras de adaptação do antigo cinema para a nova função cultural. A sala recebeu o nome da poeta Cecília Meireles, cuja obra mantém profunda relação com a musicalidade da língua portuguesa.
Hoje, a Sala Cecília Meireles integra a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ) e mantém programação regular de concertos, recitais e atividades formativas. Após processos de restauro e modernização, o espaço ganhou melhorias de infraestrutura, acessibilidade e novos ambientes, como o Espaço Guiomar Novaes, dedicado a atividades musicais e educativas. Em 2026, o edifício histórico que abriga a instituição celebra 130 anos.
Sobre a Petrobras
A Petrobras é uma das principais empresas do país. Atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia, tendo como compromisso o desenvolvimento sustentável para uma transição energética justa e inclusiva. A Cultura é também uma energia na qual a companhia investe, patrocinando há mais de 40 anos projetos que contribuem para a cultura brasileira e se fazem presentes em todos os Estados brasileiros.
SERVIÇO:
Ziad Kreidy | Série: Pìano na Sala
Dia 26 de julho de 2026, domingo, às 11h
Ingressos: R$ 40
Ingressos a venda pelo site: Eleven Tickets (FUNARJ) Local: Sala Cecília Meireles
End: Rua da Lapa, 47 – Lapa
Rio de Janeiro | RJ
Site: https://salaceciliameireles.rj.gov.br/
Instagram: @salaceciliameireles
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