Humanos Bons de Cama coloca o sono no centro da conversa sobre saúde e bem-estar
Evento no Leblon reúne especialistas para discutir insônia, ansiedade, alimentação, respiração e os impactos de uma noite maldormida
Dormir deveria ser uma das atividades mais naturais do ser humano. Mas, para muita gente, a hora de ir para a cama está longe de significar descanso. Dificuldade para adormecer, despertares durante a noite, acordar antes da hora, ronco, pausas na respiração e a sensação de levantar da cama já cansado fazem parte da rotina de milhões de pessoas.
É justamente para ampliar essa conversa que acontece no próximo 30 de setembro, no Leblon, o Humanos Bons de Cama, evento criado pela psicóloga e nutricionista Thaís Araújo. A proposta é olhar para o sono de maneira integrada, relacionando hábitos cotidianos, alimentação, funcionamento intestinal, emoções, respiração e possibilidades de tratamento.
O encontro será realizado a partir das 17h, na Rua Ataulfo de Paiva, 153, e terá aproximadamente três horas de duração, combinando informação científica e experiências práticas.
Quando dormir deixa de ser descanso
Os problemas relacionados ao sono podem aparecer de diferentes maneiras. Na insônia, por exemplo, a pessoa pode ter dificuldade para adormecer, permanecer dormindo ou voltar a dormir depois de despertar. A má qualidade do sono também pode provocar cansaço durante o dia, dificuldade de concentração, irritabilidade e alterações de humor.
Outro problema frequente é a apneia do sono, caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante o sono. Ronco alto, engasgos ou suspiros durante a noite, cansaço excessivo durante o dia e dores de cabeça ao acordar podem estar entre os sinais. Em alguns casos, a própria pessoa não percebe o que acontece durante a noite.
A importância do tema também aparece nos números. Dados do National Center for Health Statistics, referentes aos Estados Unidos em 2024, mostram que 30,5% dos adultos dormiam menos de sete horas por dia, enquanto 15,4% relatavam dificuldade para adormecer na maioria dos dias ou todos os dias.
Dormir pouco ou dormir mal de forma persistente não significa apenas passar o dia com sono. A privação de sono está associada a problemas de atenção, memória e saúde física, além de estar relacionada a condições como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão.
Uma abordagem que vai além da cama
No Humanos Bons de Cama, a ideia é justamente ampliar o olhar. A programação inclui temas como higiene do sono, alimentação em prol do sono, relação entre intestino e sono, respiração e técnicas para redução da ansiedade. O público também terá contato com recursos de monitoramento, como Oura e Whoop, para entender que tipo de informação esses dispositivos podem oferecer.
O médico especialista em sono Dr. Cícero Alves falará sobre medicamentos, possibilidades terapêuticas e novidades no tratamento dos distúrbios do sono. As experiências práticas serão conduzidas por Gustavo Dale, instrutor de breathwork, e Andrea Villas Bôas, professora de yoga e meditação.


“Quando o sono não funciona, o problema nem sempre começa na cama. Alimentação, intestino, ansiedade, rotina e até a forma como respiramos participam dessa conversa. O evento nasce para traduzir esse conhecimento e mostrar caminhos que possam ser levados para a vida real”, explica Thaís Araújo.

A experiência inclui ainda uma apostila digital do sono e um lanche relacionado ao tema. Com público reduzido, a proposta é favorecer a troca próxima com os profissionais e a participação nas atividades.
Serviço
Humanos Bons de Cama
Data: 30 de setembro de 2026
Horário: 17h
Local: Rua Ataulfo de Paiva, 153 – Leblon, Rio de Janeiro
Formato: presencial, com conteúdo científico e vivências práticas
Inscrições: WhatsApp (21) 99982-7072
Investimento: R$ 600
Vagas: limitadas; segundo o release, haverá mudança de lote após os 20 primeiros inscritos.