Ninguém Pode Provar Nada: Ezequiel Neves entre a verdade e a ficção
Personagem mítico da noite carioca, Ezequiel Neves viveu entre a verdade e a ficção. Mas uma coisa parecia não admitir invenção: sua amizade e lealdade a Cazuza — até que se provasse o contrário.
Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves
Após lançamento no Festival do Rio e indicação a melhor filme no In-Edit,
longa-metragem abre o festival Mimo-Petrobras em Olinda
Jornalista, crítico musical, ator e produtor fonográfico, Ezequiel Neves foi um homem de muitas vidas. Durante cerca de 40 anos de carreira, escreveu mais de quatro mil textos e transformou a ficção em uma de suas ferramentas para contar — e também reinventar — histórias do jornalismo e da música brasileira.
É esse personagem, ao mesmo tempo real e inventado, que aparece em “Ninguém Pode Provar Nada”, longa-metragem dirigido por Rodrigo Pinto.
O documentário reúne mais de 150 horas de entrevistas inéditas, extensa documentação, arquivos falsos, entrevistas recriadas com atores e recursos de deep fake, além de trechos de filmes inventados, mas que poderiam perfeitamente ter existido. A linguagem do filme acompanha o próprio espírito de Ezequiel: embaralhar os limites entre realidade e imaginação.

Autor, ao lado de Cazuza, de sucessos como “Exagerado” e “Codinome Beija-Flor”, Ezequiel é revisitado também a partir de sua relação com o cantor, seu pupilo e amigo. O filme revela imagens inéditas dos dois e momentos da intimidade de Cazuza em um período decisivo de sua vida.
“Ninguém Pode Provar Nada” também aborda, pela primeira vez, os atritos de Ezequiel com personalidades como Rita Lee e com a família de Cazuza, ampliando o retrato de um personagem que nunca pareceu disposto a passar despercebido.

Mais do que reconstruir uma biografia, o filme propõe um jogo com o espectador. O que é verdade? O que foi inventado? E, principalmente, qual é a diferença entre usar a ficção como linguagem e fabricar uma mentira para enganar? A pergunta ganha uma dimensão ainda maior nos dias de hoje, quando a inteligência artificial e o deep fake já são capazes de produzir imagens, vozes e situações que parecem absolutamente reais.
O filme coloca em discussão temas como ética jornalística, censura, liberdade de expressão, fake news e os limites do uso criativo da inteligência artificial. Na trilha sonora, dirigida por Bernardo Palmeira e Gustavo Benjão, estão Letrux, Jards Macalé — em sua última gravação —, Navalha Carreira e Maurício Barros, do Barão Vermelho.

Participam ainda Emilio de Mello, Maria Bonomi, Neville d’Almeida, Vânia Toledo, Maurício Kubrusly, Luiz Carlos Maciel, Jamari França, Ana Maria Bahiana, Nelson Motta, Roberto de Carvalho, Lucia Araújo, Guto Graça Mello, Frejat, Dé Palmeira, Wanda e Raquel Neves e Felippe Netto.
Sinopse
À beira da morte, o polêmico jornalista, ator e produtor musical Ezequiel Neves tem seu passado confrontado por vítimas e cúmplices. Fatos são colocados à prova, versões entram em conflito e filmes inéditos revelam a proximidade desconcertante entre ficção e realidade.
Ficha técnica
Direção: Rodrigo Pinto
Roteiro: Kika Serra e Rodrigo Pinto
Pesquisa: Márcio Selem
Direção de fotografia: Flora Dias
Montagem: Felipe Rodrigues
Inteligência Artificial: Bruno Sartori
Motion Graphic Designer: Rodrigo Dutra
Produção Executiva: Belisário Franca, Bianca Lenti, Maurício Magalhães e Rodrigo Pinto
Produção: Giros Filmes e Ton Ton Filmes
Na imprensa
★★★★ “Um retrato crível e surpreendente” — Mauro Ferreira, G1
“Divertidas falsificações” — Silvio Essinger, O Globo
“Exagerado e transgressor” — Carlos Alberto Mattos
“Inovador” — Giulia Cardoso, Rolling Stone Brasil
“Ousado” — Splish Splash
“Delicioso e irresistível” — CinePOP
“Se não foi, poderia ter sido” — Luiz Zanin