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Do grafite à memória: Artur Fidalgo abre duas individuais em Copacabana

A Artur Fidalgo galeria abriu na noite de ontem, 1º de outubro, em Copacabana, duas exposições individuais que colocam lado a lado universos bastante distintos da arte contemporânea: “Caleidoscópica”, de Bruno Bogossian (BR), e “Uma Certa Memória”, de Emika Takaki. Com curadoria de Vanda Klabin, as mostras permanecem em cartaz até 30 de outubro.

Para Bruno Bogossian, a exposição marca um reencontro especial com o Rio de Janeiro. Ativo na cena artística há mais de 25 anos e ex-integrante do Fleshbeck Crew, coletivo pioneiro e importante para a expansão do grafite carioca nos anos 1990 e 2000, BR volta a realizar uma individual na cidade depois de um hiato de uma década.

O retorno acontece justamente quando o artista celebra dez anos de representação e parceria com a Artur Fidalgo Galeria. Nesse período, embora distante das individuais no Rio, Bogossian continuou presente em exposições e projetos institucionais, entre eles o festival Arte Core, no MAM Rio, e mostras no Centro Cultural Correios.

Em “Caleidoscópica”, o artista amplia sua pesquisa de matriz urbana em um conjunto de trabalhos inéditos que reúne pintura, desenho e escultura. Cores em forte contraste e formas geométricas organizam um repertório formado por fragmentos, referências botânicas, vestígios arquitetônicos e signos retirados do imaginário social. O universo das ruas permanece como ponto de partida, mas ganha novas camadas e possibilidades dentro da galeria.

Em outro registro, Emika Takaki apresenta sua primeira exposição individual. Em “Uma Certa Memória”, a artista reúne pinturas recentes construídas a partir de objetos simbólicos do cotidiano, transformados em metáforas visuais para questões ligadas ao silêncio, à ancestralidade e à diáspora nipo-brasileira.

Com campos monocromáticos rigorosos e uma paleta deliberadamente econômica, Emika cria imagens que pedem tempo ao olhar. Suas pinturas estabelecem um território delicado entre passado e presente, presença e ausência, nostalgia e esquecimento — como se a memória pudesse permanecer justamente naquilo que não é inteiramente revelado.

Sob o olhar curatorial de Vanda Klabin, as duas exposições acabam estabelecendo um interessante diálogo de contrastes: de um lado, a energia urbana, a geometria e a intensidade cromática de Bruno Bogossian; de outro, o silêncio, a contenção e a memória presentes na pintura de Emika Takaki.

Do grafite à memória: Artur Fidalgo abre duas individuais em Copacabana ontem 01/10

Veja quem compareceu nas fotos de Vera Donato

Grafite
Vanda Klabin, Leonardo Brunet, Dagmar Brunet e Artur Fidalgo

 

Bernadete Simonelli, Chico Vartulli, Bruno Bogossian e Regina Bogossian

 

Marcelo D2 e Luiza Machado

 

Pedro Scooby e Bruno Bogossian

 

Marise Gollo e Regina Bogossian

 

Emika Takaki

 

Vanda Klabin e Luiz Carlos Ritter

 

Bruno Bogossian

 

Elisa Oliveira e Pedro Scooby

 

Serviço

“Caleidoscópica” — Bruno Bogossian (BR)
“Uma Certa Memória” — Emika Takaki
Curadoria: Vanda Klabin
Em cartaz até 30 de outubro de 2026
Artur Fidalgo galeria
Rua Siqueira Campos, 143, 2º piso, loja 1 — Copacabana, Rio de Janeiro