Na última quinta-feira, dia 9, o Teatro Riachuelo foi tomado por uma atmosfera rara — daquelas em que o tempo parece desacelerar, quase em reverência, para ouvir melhor.
A Noite Sinfônica marcou o nascimento do projeto Bossa Nova Hoje e Sempre, celebrando não apenas um gênero, mas um verdadeiro estado de espírito.
Clássicos que atravessam gerações ganharam novos contornos na interpretação da Orquestra Villa-Lobos, sob a condução sensível do maestro Adriano Machado. No palco, vozes que carregam a própria história da Bossa Nova — Roberto Menescal, Alaíde Costa e Wanda Sá — encontraram a nova geração, representada por Theo Bial, em um encontro que uniu passado, presente e futuro numa mesma vibração.
Dora Vergueiro conduziu a noite com elegância, destacando a presença de Ruy Castro na plateia — guardião e narrador de tantas memórias desse movimento que transformou a música brasileira.
Juntos, eles também dão vida ao videocast que irá registrar essas histórias em conversas com artistas da Bossa Nova, para o portal www.bossanovahojeesempre.com.br.
Mais do que um lançamento, foi um reencontro com a essência. Porque a Bossa Nova não pertence ao passado — ela continua acontecendo. Agora.
Bossa Nova ontem 09/04 em estado de graça no Teatro Riachuelo
Fotos Vera Donato







