CEO Elaine Fricker explica como treinamento técnico, hospitalidade e desenvolvimento humano na ANANDA estão transformando o mercado de limpeza pós-obra e gerando impacto social e econômico
Ananda aposta em capacitação e eleva padrão do pós-obra no Brasil
A capacitação profissional deixou de ser um diferencial periférico para se tornar o eixo central de transformação em setores historicamente marcados pela informalidade. É a partir dessa lógica que a Ananda vem reposicionando o mercado de serviços pós-obra no Brasil, apostando em formação técnica, protocolos inspirados na hotelaria de alto padrão e no desenvolvimento humano como pilares de um novo modelo de excelência.
Em entrevista, a CEO Elaine Fricker detalha como a empresa atua para qualificar profissionais, elevar a percepção de valor do serviço e gerar impacto econômico e social real.

1. A Ananda coloca a capacitação no centro do seu modelo. O que, na prática, diferencia o treinamento de vocês do padrão do mercado?
A principal diferença é que a Ananda não treina apenas para executar um serviço — nós formamos profissionais para atuar dentro de um padrão de hospitalidade e excelência raramente aplicado ao pós-obra no Brasil.
Historicamente, esse mercado foi estruturado com foco apenas na entrega operacional. Nós reposicionamos esse serviço ao incorporar protocolos inspirados na hotelaria de alto padrão, treinamento técnico especializado, comportamento profissional, discrição e atenção aos detalhes.
Nossos profissionais são preparados para entender que estão entrando em imóveis de altíssimo valor e que sua atuação precisa refletir cuidado, sofisticação e confiança. Não entregamos apenas limpeza pós-obra — entregamos a etapa final de uma experiência de alto padrão.
2. Existe hoje um déficit de mão de obra qualificada nesse setor? Onde estão, na sua visão, as principais lacunas?
Sim, existe um déficit significativo. O setor cresceu, especialmente no mercado de alto padrão, mas a qualificação da mão de obra não acompanhou essa evolução.
As principais lacunas estão na formação técnica específica, no conhecimento sobre materiais nobres e, principalmente, na postura profissional. Muitos profissionais nunca receberam treinamento adequado sobre atendimento, confidencialidade, apresentação pessoal e padrão de execução.
O mercado ainda trata essa atividade como algo informal, quando na realidade ela exige precisão técnica e alta responsabilidade operacional.
3. Como funciona o processo de formação dentro da Ananda — e de que forma ele evolui ao longo do tempo?
Nosso processo de formação começa antes mesmo do profissional entrar em campo. Há uma etapa inicial de seleção comportamental, seguida por treinamentos técnicos e operacionais.
Capacitamos sobre uso correto de produtos, preservação de materiais delicados, protocolos de segurança, produtividade e padrões internos de qualidade.
Mas a formação não termina ali. Trabalhamos com reciclagens constantes, avaliações práticas e desenvolvimento contínuo, porque acreditamos que excelência é um processo permanente, não um treinamento pontual.
4. Além da técnica, quais competências humanas vocês priorizam no desenvolvimento dos profissionais?
Na Ananda, competências humanas são tão importantes quanto competências técnicas.
Priorizamos disciplina, inteligência emocional, discrição, comunicação respeitosa, organização, senso de responsabilidade e capacidade de trabalhar em equipe.
Nossos profissionais frequentemente atuam em ambientes sensíveis e sofisticados, então postura, educação e confiança são atributos indispensáveis para manter o padrão da marca.

5. De que maneira a capacitação impacta diretamente a experiência do cliente e a percepção de valor do serviço?
Impacta diretamente em todos os níveis. Um profissional bem preparado executa o serviço com mais eficiência, reduz riscos, preserva patrimônios valiosos e entrega previsibilidade ao cliente.
Além disso, o cliente percebe a diferença na organização da equipe, na postura profissional, na comunicação e no resultado final.
Quando o cliente contrata a Ananda, ele entende que está adquirindo tranquilidade, segurança e excelência operacional — o que aumenta significativamente a percepção de valor do serviço.
6. Há um claro viés social nesse modelo. Que transformações você observa na vida dos profissionais após passarem pela formação da Ananda?
Esse é um dos pilares mais importantes da nossa empresa. Muitos profissionais chegam à Ananda vindos de contextos de informalidade e com poucas oportunidades de crescimento estruturado.
Quando recebem formação, passam a enxergar novas possibilidades de carreira, aumentam sua autoestima profissional e desenvolvem uma visão diferente sobre seu próprio potencial.
Mais do que gerar emprego, queremos gerar dignidade, perspectiva e desenvolvimento real.
7. Podemos falar em impacto econômico? A qualificação oferecida pela empresa contribui para aumento de renda, estabilidade ou mobilidade desses trabalhadores?
Sem dúvida. Profissionais mais qualificados conseguem acessar melhores oportunidades, maior estabilidade financeira e remunerações mais compatíveis com a complexidade do trabalho que executam.
Na Ananda, buscamos construir relações sustentáveis, gerar recorrência de trabalho e criar caminhos reais de crescimento dentro da operação.
A qualificação transforma o profissional em um ativo mais valorizado no mercado — e isso impacta diretamente sua renda e mobilidade social.
8. Pensando no futuro, a capacitação pode se tornar o principal diferencial competitivo do setor? Onde a Ananda quer chegar nesse sentido?
Acredito que esse será, sem dúvida, o principal diferencial competitivo do setor nos próximos anos. Serviços operacionais tendem a ser facilmente replicáveis; cultura, formação e excelência humana não.
A Ananda quer liderar essa transformação no mercado, elevando o padrão da categoria e se tornando referência nacional em capacitação para serviços pós-obra de alto padrão.
Nosso objetivo é mostrar que é possível unir excelência operacional, impacto social e sofisticação em um mesmo modelo de negócio — e criar um novo padrão para o setor no Brasil.
