Margareth Dalcolmo: ciência, cultura e responsabilidade social na PUC-Rio
Foi uma tarde especial na PUC-Rio. Na segunda-feira, 24 de agosto, estive na Gávea para acompanhar a cerimônia que marcou a nomeação da Dra. Margareth Dalcolmo como diretora do Departamento de Medicina da universidade.
Entre os convidados, duas capixabas, como Margareth, fizeram questão de prestigiar a cerimônia: a advogada criminalista Sheila Lustoza e sua amiga Graça Oliveira Santos. Conterrâneas, acompanharam de perto esse momento especial da trajetória da médica e pesquisadora.
E quem esteve presente pôde perceber que não se tratava apenas de uma cerimônia acadêmica, mas de um momento que traduz muito do que a universidade pretende construir com seu futuro curso de Medicina.
Margareth Dalcolmo, com sua reconhecida trajetória na medicina e na pesquisa, mostrou também uma outra dimensão de sua personalidade. Em seu discurso, revelou uma mulher de grande cultura, pensamento humanista e profunda responsabilidade social. Falou de medicina, evidentemente, mas falou sobretudo de gente. De conhecimento como instrumento de transformação e da responsabilidade que acompanha quem escolhe cuidar do outro.
Foi um discurso daqueles que merecem ser ouvidos com atenção. Sem perder a dimensão científica, Margareth colocou o ser humano no centro da reflexão. E talvez esteja justamente aí uma das grandes contribuições que ela poderá oferecer à PUC-Rio neste novo momento. A universidade se prepara para uma nova etapa, com o curso de graduação em Medicina em fase de aprovação pelo MEC. À frente do Departamento de Medicina estará uma profissional cuja trajetória reúne ciência, pesquisa, ensino e saúde pública.

Margareth mantém há muitos anos uma relação próxima com a PUC-Rio, onde atua como professora nos programas de pós-graduação da área médica. Médica pneumologista e pesquisadora, coordenou o ambulatório de pesquisa do Centro de Referência Professor Hélio Fraga, da Fiocruz, instituição que também dirigiu entre 2009 e 2012. Durante a pandemia de Covid-19, tornou-se uma das vozes mais respeitadas da ciência brasileira na comunicação com a sociedade.
Em 2022, tornou-se a nona mulher a integrar a Academia Nacional de Medicina, ocupando a cadeira número 12.
O reitor da PUC-Rio, Pe. Anderson Antônio Pedroso, resumiu a importância da escolha ao afirmar que a chegada de Margareth representa “um ganho extraordinário” para a universidade, reforçando o compromisso da instituição com um ensino médico de qualidade e voltado para a sociedade. Mas, para quem estava naquela sala, havia algo além das palavras oficiais.
Havia a presença de uma mulher que entende que a medicina não pode se limitar aos consultórios, aos laboratórios e aos números. Ela precisa compreender o mundo, ouvir as pessoas e assumir responsabilidades diante da sociedade.

E foi exatamente essa Margareth Dalcolmo que encontrei na PUC-Rio: uma cientista de enorme prestígio, mas também uma mulher de cultura, sensibilidade e pensamento humanista. Uma escolha que coloca conhecimento e responsabilidade social no centro de um projeto que nasce com grandes expectativas. O Rio de Janeiro agradece.

