Nádia Taquary apresenta nova individual na Portas Vilaseca
A artista baiana Nádia Taquary inaugura nesta terça-feira, 15 de setembro, a partir das 19h, sua primeira exposição individual na Portas Vilaseca, em Botafogo. Em “IJÓ OMI PẸ̀LÚ ILẸ̀ – A dança da água com a terra”, a artista dialoga com o crítico e curador Marcelo Campos para investigar, a partir das cosmogonias africanas, os mitos de criação do mundo na tradição nagô-iorubá.
Ocupando os três andares da galeria, a mostra reúne 13 obras inéditas construídas a partir da relação entre as águas primordiais e a terra. O ponto de partida é Òṣùmarè, orixá associado à transformação, à transição, ao arco-íris e às águas do orvalho.
Conhecida por sua pesquisa em torno da joalheria afro-brasileira, Taquary amplia nesta exposição o uso de miçangas, búzios, couros e metais, transformando técnicas e referências africanas em esculturas de forte presença contemporânea. Seu trabalho se situa entre a abstração e a figuração e parte dos Ìtàn, os mitos e histórias que narram a origem das forças da natureza.
Entre os destaques está uma escultura de Òṣùmarè em bronze, cujo corpo se transforma em couro de cobra. A exposição apresenta ainda pinturas dedicadas a Òṣun e Yemọjá e uma obra que evoca o orvalho através de uma delicada rede de cristais, criando reflexos associados ao brilho e à iridescência do arco-íris.

A exposição chega três anos depois da individual da artista no Museu de Arte do Rio e um ano após sua participação na 36ª Bienal Internacional de São Paulo, consolidando um percurso que vem aproximando a pesquisa sobre ancestralidade africana, matéria e escultura do circuito institucional da arte contemporânea brasileira.

“IJÓ OMI PẸ̀LÚ ILẸ̀ – A dança da água com a terra”
Nádia Taquary
Curadoria e texto crítico: Marcelo Campos
Abertura: 15 de setembro, às 19h
Portas Vilaseca
Rua Dona Mariana, 137, casa 2 – Botafogo, Rio de Janeiro