Na noite em que Eduardo Paes foi o centro das atenções, Lucia e Pedro Grossi abriram as portas de seu apartamento com a elegância de quem entende que receber é, antes de tudo, um gesto de estilo — e de poder.
Foi um sucesso absoluto. Daqueles encontros em que o Rio de Janeiro se reconhece no espelho: médicos, advogados, políticos — a engrenagem fina da sociedade carioca em plena circulação. Tudo fluía com naturalidade, como se a cidade coubesse ali, entre taças e conversas cruzadas.
No elegante jantar, também foi lembrado o papel de Paes na articulação que contribuiu para que a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro conquistasse, após anos de expectativa, sua tão aguardada eletiva de Medicina — um avanço significativo no cenário acadêmico da cidade.
A ausência do reitor, Padre Anderson Pedroso, por motivos familiares, foi sentida e compreendida entre os presentes.
O buffet japonês, impecável, tinha como ápice um cherne pescado naquela mesma manhã nas águas profundas de Santa Catarina — frescor que se impunha, quase um manifesto silencioso sobre luxo e precisão.
Mas não era apenas sobre gastronomia. Em meio ao burburinho, houve espaço para um discurso preciso, cirúrgico, sobre o momento atual do estado. A tensão da cena nacional, a rivalidade crescente da campanha presidencial, e seus inevitáveis reflexos na disputa pelo governo fluminense — tudo posto à mesa com clareza e timing.
Cristiane Paes, de elegância inabalável. Lucia Grossi, no domínio absoluto da arte de receber. E ao redor, nomes que compõem esse mosaico de influência e tradição: Teresa Sicupira, Verinha Bocayuva, Isabela Francisco, Glória Severiano Ribeiro, Bebel Niemeyer — e tantos outros.
Uma noite em que política, sofisticação e sociabilidade dançaram no mesmo compasso. Como só o Rio sabe fazer.
Fotos Victor Chapetta



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O Rio se encontra à mesa de Lucia e Pedro Grossi em homenagem a Eduardo Paes




