O site ZeRonaldo.com entrevista Adival Rabello, idealizador da Soft Living, projeto que propõe uma nova relação entre tecnologia, qualidade de vida e conexão humana.
Em um mundo marcado pela hiperconectividade, pelo excesso de informação e pelas relações cada vez mais superficiais, a tecnologia começa a buscar um novo caminho: tornar-se mais humana, intuitiva e acolhedora. É justamente nesse encontro entre inovação, qualidade de vida e longevidade ativa que nasce a Soft Living, plataforma idealizada por Adival Rabello para conectar pessoas, experiências e bem-estar em um ambiente digital pensado para diferentes gerações.
Com atenção especial ao público 50+ e 80+, o projeto propõe uma nova forma de viver a tecnologia — menos acelerada, mais consciente e emocionalmente inteligente.
O que levou a SOFTLIVING a ser criada e por que este projeto faz sentido justamente agora?
A SOFTLIVING nasceu da percepção de que o mundo vive uma transformação profunda na forma como as pessoas se relacionam com tecnologia, consumo e qualidade de vida. Em um ambiente digital acelerado e fragmentado, surgiu a necessidade de criar uma plataforma mais humana, intuitiva e conectada ao bem-estar.
O projeto propõe um ecossistema baseado em conteúdo, curadoria, experiências e conexão entre diferentes gerações, com atenção especial ao público 50+, mas aberto a todos os perfis e estilos de vida.
Em que momento a longevidade deixou de ser apenas uma questão etária para se tornar uma força econômica e cultural?
A SOFTLIVING entende que a longevidade hoje impacta praticamente todos os setores da sociedade. Pessoas maduras seguem consumindo, viajando, empreendendo, produzindo conteúdo e participando ativamente da economia digital.
Mais do que viver mais, trata-se de viver de forma ativa, conectada e influente. Ao mesmo tempo, ainda existe uma lacuna na forma como esse público é representado no ambiente digital, e a plataforma surge justamente para trazer uma visão mais contemporânea e positiva sobre essa nova realidade.
Como a SOFTLIVING pretende romper os antigos estereótipos ligados ao público 50+?
A proposta é abandonar a visão limitada que durante décadas associou envelhecimento à fragilidade ou perda de protagonismo. Hoje, pessoas 50+, 60+ e 80+ fazem parte de uma geração ativa, conectada e culturalmente influente.
A SOFTLIVING pretende romper esses estereótipos através da linguagem, da estética, da experiência digital e da construção de um ambiente contemporâneo, acessível e intergeracional.
O mercado brasileiro já compreendeu o potencial da silver economy?
O Brasil começou a perceber a força econômica da silver economy, mas ainda existe um longo caminho. Muitas empresas reconhecem esse potencial, porém poucas conseguem criar experiências realmente alinhadas ao comportamento do consumidor maduro atual, que é mais digital, informado e exigente.
A tendência é que setores como saúde, tecnologia, turismo, bem-estar e entretenimento passem a incorporar cada vez mais a lógica da longevidade em seus modelos de negócio.
Como conteúdo, curadoria e inteligência de mercado se conectam dentro do projeto?
Na visão da SOFTLIVING, essas três frentes funcionam de forma integrada. O conteúdo cria conexão e relevância; a curadoria organiza experiências mais úteis e significativas; e a inteligência de mercado ajuda a compreender tendências ligadas à longevidade, comportamento digital e qualidade de vida.
O objetivo é reunir tudo isso em um único ecossistema digital mais simples, humano e intuitivo.
O conceito de “SOFTLIVING” também dialoga com desaceleração e escolhas mais conscientes?
Sim. A plataforma acredita que existe uma mudança cultural importante em curso. O excesso de velocidade e hiperconectividade fez com que muitas pessoas passassem a repensar prioridades e estilos de vida.
O conceito de SOFTLIVING nasce justamente dessa busca por equilíbrio, bem-estar e relações mais significativas. Não significa parar, mas viver de forma mais consciente, saudável e sustentável.
O Brasil está preparado para entender o envelhecimento como um novo ciclo de protagonismo e influência?
A SOFTLIVING acredita que o país ainda está amadurecendo essa discussão. Durante muito tempo o envelhecimento foi associado à perda de protagonismo, mas a transformação demográfica já começa a mudar essa percepção.
Hoje, a longevidade representa também uma oportunidade econômica, cultural e humana relevante, que deve impactar áreas como tecnologia, cidades, serviços, comunicação e consumo nos próximos anos.
O SOFTLIVING representa um novo negócio ou um propósito?
A plataforma reúne propósito, impacto social e visão de futuro. Existe uma oportunidade relevante dentro da economia da longevidade, mas o principal objetivo é criar experiências digitais mais humanas, inclusivas e conscientes.
A SOFTLIVING acredita que tecnologia deve aproximar pessoas, simplificar experiências e contribuir para uma sociedade mais preparada para a diversidade de gerações e estilos de vida.


Sobre Adival Rabello
Adival Rabello é empresário, administrador, engenheiro e economista com trajetória consolidada nos setores de tecnologia, inovação e gestão pública no Brasil. Ao longo da carreira, atuou em posições estratégicas em importantes instituições ligadas à transformação digital e desenvolvimento tecnológico, como Serpro, CNPq e Dataprev.
Atualmente, lidera a criação da Soft Living, plataforma desenvolvida para promover conexões humanas, inclusão digital, qualidade de vida, bem-estar e experiências colaborativas para diferentes gerações, com atenção especial ao público 50+ e 80+.
O projeto nasce da percepção de que milhões de pessoas — especialmente as mais maduras — encontram dificuldades em navegar no ambiente digital atual, marcado por excesso de informação, interfaces complexas e relações superficiais. A proposta da SOFT Living é oferecer um ecossistema digital mais humano, acolhedor, intuitivo e seguro.
SOFTLIVING: LONGEVIDADE BEM-ESTAR E O NOVO CONSUMO CONTEMPORÂNEO
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Contents
- 1 O que levou a SOFTLIVING a ser criada e por que este projeto faz sentido justamente agora?
- 2 Em que momento a longevidade deixou de ser apenas uma questão etária para se tornar uma força econômica e cultural?
- 3 Como a SOFTLIVING pretende romper os antigos estereótipos ligados ao público 50+?
- 4 O mercado brasileiro já compreendeu o potencial da silver economy?
- 5 Como conteúdo, curadoria e inteligência de mercado se conectam dentro do projeto?
- 6 O conceito de “SOFTLIVING” também dialoga com desaceleração e escolhas mais conscientes?
- 7 O Brasil está preparado para entender o envelhecimento como um novo ciclo de protagonismo e influência?
- 8 O SOFTLIVING representa um novo negócio ou um propósito?